segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Conheça o artista visual Ruben Luz

Ruben Luz, teve seu contato inicial  com arte aos 12 anos, quando ganhou seu primeiro computador, de lá pra cá trabalhou bastante com arte digital, tendo aos 18 anos contato com o grafite,desde então não parou mais, tanto em arte digital (manipulações e ilustrações), como em desenho, graffiti, bodygraffiti, posters e streetart. Rubens começou a levar a serio mesmo aos 21 anos, desde então nesses 3 anos foram mais de 25 eventos, entre festas em clubes, festivais, festivais de rua, publicações na Argentina, Venezuela, Colômbia. E, o próximo passo como artista: Ele está começando a estudar animação em 3d e videomapping porque tem o desejo de se tornar VJ, e todo esse mundo que ele  ilustra nas artes digitais e graffiti ganharam forma e vida através das projeções.

O Estilo Crispim fez uma entrevista com o artista, conheça um pouco mais sobre Ruben Luz e sua arte:



EC - Quais são suas principais influências?

RL - Muitas... Desde música, até acontecimentos, mas vamos falar de arte.. Eu me baseio bastante em arte visionaria, que tem como principais artistas: Alex Grey,Luke Brown, Sam Farrand, mas também em vários artistas e estúdios de arte abstrata e vários colegas e também artistas de Graffiti e StreetArt.. eu me considero um artista bem abstrato, tudo que eu faço vem bem de dentro, é o que eu sinto no momento,então o maior gênio ou referencia pra mim no momento é o Ryoji Ikeda sem dúvidas.


EC - Como desenvolveu seu estilo?

RL - Foi meio que natural,fuçando tudo. Eu lembro que com 12 anos isso em 2011-2012,  nem no Photoshop sabia mexer, mexia num software chamado Jasc Paintshop Pro,e nele eu colava as imagens, ia colocando uma por cima da outra e pintando e mexendo, ai eu descobri o Photoshop e estou nele até hoje, acho que sei nem 40% das funcionalidades dele, mas sei pra tudo que uso. Basicamente vem uma ideia na cabeça ai eu procuro tudo que preciso desde imagens royalty free ou de domínio publico, até brushes, plugins e etc... vou fazendo as imagens e trabalhando e brincando com os efeitos..... muita observação também do que vem sendo feito por outros artistas.


EC -  De que maneira você utiliza o graffiti no teu trabalho?

RL -  
Eu tento passar na parede minhas ideias, e uma sensação incrível de liberdade, tento retratar minhas artes digitais e personagens na parede, letra eu também gosto muito,e fiz bem poucas, fiz mais bodygraffiti em meninas,porque sei que chama atenção,e é uma forma de eu aprender também, então o grafite tem muito haver acho que por esse lado, o grafite que não é domesticado que é aquele 'enigma' que todo mundo olha e não sabe o que esta ali, tem muito haver com a minha arte, porque mesmo essas artes mais contemplativas e visionarias elas dão milhões de formas de entendimento, assim como o grafite, e preso bastante pela liberdade de criação minha como artista e de visão do leitor.

Na verdade eu não me considero um artista no sentido estrito da palavra, eu tenho muita referencia e cultura em qualquer tipo de arte,mas na parte técnica e de criação eu preciso aprender muito,mesmo muita gente elogiando e gostando, eu sei que perto de muita gente que eu gosto e conheço eu estou só no começo e não é diferente no grafite , pois eu pintei muito pouco na rua ainda, muito pouco perto do que eu quero pintar e fazer, e acho que tenho muito ainda que fazer.



EC - Normalmente, o graffiti é associado ao Hip-Hop. Qual a sua relação com esse movimento?

RL - Então eu conheci o graffiti só la pelos meus 15 anos, antes pra mim era só pixação, eu observava as letras na rua e imitava em casa, rabiscava os livros e moveis (risos). O contato mesmo foi aos 15,16 pesquisando mais na internet e na rua, das letras de pixo eu fui pra tags e bombs e desenhando em folhinhas,e só depois dos 18 que tive dinheiro pra comprar minhas latas  que fui arriscando fazer algo mais elaborado.

Mas ainda falta muito,no geral. Eu gosto muito de rap e conheço muita gente da cena, eu tento trazer essa arte visionaria e psicodélica pra parede pois vejo muitos poucos artistas fazendo isso, mesmo com o meu nível baixo de técnica tento trazer e ligar esses mundos, também gosto muito de todas as outras vertentes e estilos do graffiti, se puder e conseguir vou fazer todas também , não costumo me prender a rótulos e sim fazer o que penso e tenho vontade.


EC -Você consegue viver somente da sua arte?

RL- Jamais. às pessoas acham que sim. Quem me dera, viver pra estudar arte e fazer a mesma, sempre financiei tudo, alguns casos pagaram o material e olhe lá, nunca recebi nada demais por isso, sei que por um tempo ainda vai ser assim, mas prefiro assim do que não arriscar e ficar aqui pensando se daria certo..

Já passei por varias momentos difíceis: gente desacreditando, menosprezando, ter que carregar tela pra expor em lugares longes, sem carro, mas toda essas dificuldades que valem e valeram  a pena, pois é algo que faço de coração.

EC - E onde as pessoas podem encontrar seus trabalhos?

RL- 
Alguns posters eu colei em São Paulo: No Largo da Batata, Pinheiros tem uns, na Praça Princesa Isabel, fora isso, os grafites acho que a maioria já foi apagado, mas as artes digitais tem no facebook: www.facebook.com/orubenluz

E para compra pode ser direto comigo por facebook ou nesse site : www.society6.com/rpaschoarelli
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